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20/-/4-05 21h00
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Obras em Brasília deixam bichos da região sem habitat

Animais como cobras, saguis, capivaras e diferentes tipos de borboletas estão deixando a região do Setor Noroeste de Brasília à procura de uma nova moradia. Para abrigar 40 mil pessoas divididas em 20 superquadras e 220 blocos de apartamentos, as primeiras derrubadas de árvores começaram a ser feitas e vários animais estão desabrigados. Dos 300 hectares que compõem o setor, apenas 58 ficarão preservados.

A presença de animais em casas vizinhas à área desmatada é constante, e a ida desses bichos para o perímetro urbano se deve a várias questões que vão além da diminuição brusca de área verde. O relatório de impacto ambiental feito em 2003, com modificações em 2008, prevê poucas medidas de proteção para os animais que viviam no local, tanto que o próprio texto admite que “a perda da área pode excluir imediatamente algumas espécies, se as mesmas forem raras”.

Na região são encontradas oito espécies de répteis e anfíbios, 15 de mamíferos e 49 espécies de aves. Para protegê-los, o documento fala em murar o futuro Parque Burle Marx e isolar o fluxo de animais para as quadras do Noroeste. O relatório também sugere um monitoramento da fauna, e investimento em programas de manejo e manutenção. Porém, o texto é vago e não diz quando essas ações devem ser realizadas e se acontecerão. Por isso, até hoje nada do sugerido foi executado, mesmo com as obras já em andamento.

O professor de geografia Valdir Steinke, da Universidade de Brasília, adota uma postura crítica em relação ao licenciamento ambiental conferido ao Noroeste. Segundo ele, justamente por estar dentro de um perímetro urbano, o cuidado com a área deveria ser maior. “Quando esses animais forem procurar refúgio o que eles vão encontrar? Construção. E as pessoas vão matar esses animais se eles chegarem à casa delas. Vão sobreviver aqueles que conseguirem chegar ao Parque Nacional”, alerta.


Fonte: ANDA
Matéria em: http://www.anda.jor.br/?p=55112