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O Tratamento

  • Existe tratamento para Leishmaniose canina?

Sim. Vários médicos veterinários respeitados no país , como o Dr Vítor Márcio Ribeiro da ANCLIVEPA de MG, o Dr André Fonseca, da Univerisdade do Mato Grosso do Sul, e o Dr Fábio Nogueira, da UNESP, têm obtido bons resultados no tratamento da Leishmaniose (leia mais sobre os resultados na área de protocolos de tratamento, no nosso site.). O tratamento requer compromisso financeiro e de tempo do proprietário e nem todos os cães reagem da mesma forma. Mas muitos cães já foram tratados e voltaram a ser saudáveis. A jusrisprudência para o tratamento foi estabelecido em MG. Procure um veterinário que conheça a doença e saiba como proceder o tratamento.

* NOTA: Portaria conjunta do Ministério da Saúde e MAPA foi expedida probindo o tratamento da Leishmaniose. O Minsitério Público Federal instaurou inquérito administrativo para apurar ilegalidades na portaria e emitiu recomendação para que esta fosse revogada. Além disso, a organização do Mato Grosso do Sul Abrigo dos Bichos ingressou com uma Ação Civil Pública para garantir o direito de tratamento. Aguarde.

  • Se um animal infectado é tratado, corre o risco de ser picado pelo mosquito e transmitir para outros cães?

 Da mesma forma que pessoas infectadase outros animais, sim, um mosquito pode picar um animal em tratamento e se infectar. Mas isso é evitável tomando-se as precauções já listadas. Por isso é importante que todos os cães- infectados ou não- usem repelentes para evitar a picadas de mosquitos e em todas as casas deve-se tomar medidas para eliminar focos do mosquito palha. Além disso, novos estudos indicam que animais assintomáticos não têm potencial infectante.

  • Se eu não tenho condições de tratar o animal ou se o tratamento não for indicado, o que posso fazer?

Honre o compromisso de cuidar dele e protegê-lo do sofrimento. Converse com seu veterinário para que uma eutanásia de fato seja realizada. Não deixe que seja levado, cheio de estresse e medo, junto com outros cães, pela “carrocinha”. Não temos a certeza de que a matança lá realizada seja de fato livre de estresse, indolor, precedida por anestésico e individual.

A matança de animais não é a única forma de combater a doença!

Saiba mais...

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REFERÊNCIAS:

5 “A resposta ao pseudo-dilema de se cães com Leishmaniose canina podem ser tratados é sim, a maioria dos casos. Até cães com altos índices de BUN e creatinina podem ser entregues “saudáveis”aos seus donos, desde que o dono compreenda o prolema e esteja preparado para o custo e duração do tratamento” . Kontos, V.I. (2004). Management of the Canine Leishmaniasis in an endemic area. Trabalho apresentado ao Congresso WSAVA, 2004.

7 Moreira Jr, Souza e Carvalho, (2005). Optimized dog culling program does not reduce Leishmania infection in children in an endemic area: Results of a community-based trial. Resumos da Conferência WorldLeish, 10-13 Abril, Sicília, Itália, p. 229.

Pereira et al. ( 2005). The elimination of seropositive dogs is an inefficient measure for controlling the canine Leishmania L. Chagasi infection. Resumos da Conferência WorldLeish, 10-13 Abril, Sicília, Itália, p. 191. Disponível em

8http://www.abrigodosbichos.com.br/Membros/1/EAPereira.pdf

“O Programa brasileiro de controle de Leishmaniose é baseado em três principais medidas de controle: diagnósticos e tratamento precoce de casos humanos; triagem imunológica e matança de cães soropositivos e borrifação de inseticidas contra o flebótmoos . Estas medidas de controle permancem inalteradas desde os anos 50 e não conseguiram reduzir a incidência de casos humanos a um nível aceitável. Na verdade a prevalência de casos de Leishmaniose visceral aumentou e a doença tornou-se um problema sério de saúde pública em vários estados brasileiros. Dantas-Torres, F & Brandão-Filho, S.V. ( 2006) Visceral leishmaniasis in Brazil: revisiting paradigms of epidemiology and control vol.48 no.3. Revista do Instituto de Medicina tropical de São Paulo.

A Organização Mundial de Saúde afirma, em www.who.int/tdr/diseases/leish/files/direction.pdf, que a matança de cães é “questionável”.

9 Discussão de outros reservatórios: . A. M. Padilla, J. D. Marco, P. Diosque, M. A. Segura, M. C. Mora, M. M. Fernández, E. L. Malchiodi, M. A. Basombrío (2002), Canine infection and the possible role of dogs in the transmission of American tegumentary leishmaniosis in Salta, Argentina
Veterinary ParasitologyVolume 110, Issues 1-211 December 2002, Pages 1-10

10 http://www.abrigodosbichos.com.br/Membros/1/CMNunes.pdf

11 Davies, Kaye, Croft and Sundar , no British Medical Journal, por exemplo, afirmam que “Novas formas de aplicação de inseticida devem substituir a borrifação nos lares e (para a leishmaniose visceral zoonótica) a matança de cães. Davies, Kaye, Croft and Sundar ( BMJ 2003) 326. 377-382.)

12 Veja em nosso site, a Moção de Dracena.